
Existe um tripé de sustentação para que um homem e uma mulher vivam plenamente uma relação de amor. Não podemos afirmar se tais características são causa ou efeito do amor, mas sabemos que, se faltar uma das três na relação, a convivência ficará comprometida.
Estamos falando acerca da admiração, do respeito e da confiança.
A admiração é a nossa capacidade de nos sintonizar com o belo; é a saída da beleza de cada um de nós para encontrar o belo que existe no outro.
Ø Você admira seu cônjuge?
Ø Admira o seu jeito, o caráter, a personalidade, a maneira como ela encara a vida, as atitudes dela diante dos problemas, diante das alegrias, enfim, você admira a alma dessa pessoa?
Imagine como seria DIFÍCIL viver com alguém e nunca sentir estímulo para dizer:
"Como você está bonita!", "Que inteligente você é!", "Sinto-me orgulhosa de seu trabalho", "Que comida gostosa você preparou!", "Como você está cheiroso!",
A admiração funciona como um tempero da relação.
Se você não admira nada na pessoa que está ao seu lado, qual é o juízo que tem de si?
Como pode alguém passar a vida junto de outra pessoa e ser feliz, se o parceiro não possui nada digno de admiração?
Comece a descobrir todas as coisas que seu par tem de admirável, mesmo que vocês estejam vivendo uma crise conjugal. Seguramente ele possui muitas qualidades interessantes. Depois de encontrá-las, passe a falar sobre elas com a pessoa amada.
Admiração é acima de tudo entender os pontos fracos e fortes do outro e descobrir que ninguém tem que ser igual a ninguém e que a única coisa muito parecido é: NÃO SOMOS PERFEITOS.
O respeito produz em nós a consciência de que não faremos ou diremos coisa alguma que possa desvalorizar ou humilhar a pessoa amada.
Quando alguém ama e protege esse amor, há respeito. E nada será feito que ameace a pessoa amada e o amor que por ela se sente.
Você respeita seu CÔNJUGE? Considera o que ele pensa, o que ela sente e está disposta a aceitá-lo, por mais diferente que ele possa ser de você? Você realmente consegue dar espaço para que ele seja como é, sem tentar o tempo todo fazer com que ele mude o seu jeito, as suas opiniões e o seu comportamento?
É comum as pessoas confundirem respeito com medo. Ouvimos constantemente a expressão "me respeite" em muitos lugares. Na verdade, essa frase significa:"Tenha medo de mim porque eu posso lhe fazer mal".
Desde cedo, damos ao medo o nome de respeito. E o que realmente o respeito significa não é expresso nem usado pelo ser humano, como seria necessário. Poucas pessoas admitem, para si e para os outros, respeitar seu cônjuge, no sentido real e pleno do significado.
Quando alguém respeita o parceiro numa relação de amor, mas passa a não ser respeitado por ele, sendo alvo de condutas agressivas, desqualificativas ou de indiferença, o respeito que sentia antes desaparece, e em muitos casos, no espaço vazio do respeito surgem o sentimento de raiva e ressentimento. Cada um de nós é responsável por se fazer respeitar.
Quanto você se respeita e quanto respeita a pessoa amada?
1. Fazer um programa a dois e não consultar o cônjuge, apenas informando-o depois.
2. Chegar ao restaurante e fazer o pedido ao garçom, sem perguntar ao outro o que ele deseja comer.
3. Falar o tempo todo e não parar para escutar o CÔNJUGE.
4. Dizer: "Eu sei o que é melhor para você", em vez de perguntar: "Do que você precisa? Do que você gosta?"
5. Não se lembrar do CÔNJUGE em momentos de alegria. Não dividir uma dor num momento difícil.
6. Chegar em casa e, sistematicamente, isolar-se no trabalho, na leitura, diante da televisão ou do computador. Trabalhar demais e só chegar em casa para dormir.
7. Desqualificar o sentimento romântico do ser amado.
8. Não dividir tarefas domésticas.
9. Gastar mais dinheiro do que as possibilidades financeiras do casal permitem.
10. Não cuidar do outro quando ele precisa.
11. Não apoiar o companheiro em momentos de dor ou de dificuldades profissionais.
12. Pensar que todos os problemas da relação são apenas responsabilidade do companheiro.
13. Exigir ser amado, mas não amar.
A confiança é aquela sensação que temos de que, aconteça o que acontecer, podemos contar com alguém.
É a certeza de que alguém nos quer, mesmo que estejamos em algum momento ruim.
É a tranqüilidade de poder contar tudo o que quisermos, sabendo que, se for pedido, o sigilo será mantido. É a segurança de podermos confiar em alguém.
É saber que, mesmo que a pessoa nos diga algo que nos incomode, fica-nos a certeza de que ela não deixou de nos amar nem quer nos destruir. Ao contrário, temos a certeza de que lhe somos tão queridos que ela nos quer ver crescer e, por isso, aponta algo inadequado que tenhamos feito.
Quando você confia no outro, pode até mostrar suas inseguranças, seu lado frágil e pedir ajuda.
A pessoa em quem confiamos é aquela que sabemos que nunca rirá dos nossos sentimentos. Não ridicularizará nossa dor; não fará comentários maldosos sobre nós e nunca será desonesta conosco.
Sempre terá um ouvido atento para nos escutar, um ombro onde possamos chorar ou descansar, mãos que nos estarão sempre estendidas, uma cabeça para nos ajudar a pensar e um coração sempre disposto a nos compreender.
Prs. Junior e Ielane Mendonça
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